Biodiversidade 97 / 2018-3

As tentativas de controle dos sistemas nos têm enredados em suas premissas e buscam rasgar o tecido do que somos, nos tornarmos dependentes, precarizados e propensos a trabalhar nas piores condições. Como podemos romper os círculos viciosos que nos aprisionam. Como impedir que aqueles que buscam nos subjugar nos façam pensar (e sentir) que tudo é culpa nossa. Que somos incapazes, ignorantes, ineficazes, obsoletos, dispensáveis. Como impedir que nos roubem a narrativa de nossa existência, que apaguem em nós as razões da expropriação, da devastação ou da subjugação. Abramos nosso olhar para entender a imposição de tanto desenraizamento, da sinistra influência de indústrias, corporações, e organismos internacionais e governos nacionais. Defendamo-nos e impeçamos a invasão e a monopolização. Sejam empresas ou países estrangeiros. Sejam os Estados Unidos, a China, a Rússia ou qualquer bandeira que se arrogue o poder de submeter países, comunidades, regiões, com seus bens comuns, suas riquezas materiais e espirituais. Esse sentido de não nos deixarmos é talvez o mais extremo e crucial dos nossos cuidados.

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