Uma panorâmica e muitas vistas. Fracking: a fratura final dos territórios

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Author: Biodiversidade
Date: 16 January 2014
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Biodiversidade | 16 January 2014 | Biodiversidade 78 / 2013-10

Novas palavras vão e vêm. Algumas são ocorrências banais que, depois de entrar na moda, caem rapidamente no esquecimento. Mas aqui está um termo que vai ser difícil esquecer: fracking. Infelizmente, não é portador de boas notícias.

Muitos engenheiros e especialistas em energia sabem, há muito tempo, que uma grande quantidade de gás natural está presa entre as lâminas ou camadas em xistos que datam do período Devoniano (de 400 a 360 milhões de anos atrás).

Ao contrário das jazidas tradicionais, nas quais o gás está concentrado em bolsões mais ou menos fáceis de explorar, o gás dos xistos está disperso ao longo e ao largo do espaço entre as folhas ou lâminas dessas rochas. O problema é permitir o fluxo das pequenas bolhas de gás presas entre as lâminas para extraí-lo.

A tecnologia utilizada para extrair o gás se denomina fraturação hidráulica e consiste em quebrar rocha para permitir o fluxo do gás até onde pode ser coletado. O desenvolvimento não convencional do gás de xisto combina três tecnologias. Primeiro, a perfuração direcional, que usa sistemas para entrar nas laterais dos xistos situados a dois ou três quilômetros de profundidade. Somente a perfuração direcional permite ter acesso aos espaços entre estas lâminas para preparar a extração.

Segundo, a disponibilidade de uma grande capacidade de bombeamento para injetar enormes volumes de líquidos sob enorme pressão para fraturar a rocha. O material injetado inclui areia, porque seus grãos mantêm as fraturas abertas para permitir o fluxo do gás. O volume de água requerido por poço flutua entre 8 e 30 milhões de litros, dependendo da geologia. A pressão re­querida pode alcançar até 10 mil libras por polegada quadrada.

A terceira tecnologia é um sistema para lubrificar o líquido usado na fratura hidráulica. Como era necessário reduzir o atrito da água para po­der injetá-la em grandes volumes e forte pressão em dutos que percorrem enormes distâncias, tornou-se indispensável encontrar os melhores lubrificantes de líquido, assim como inibidores de corrosão, estabi­lizadores e substâncias letais para micróbios. Algumas destas substâncias são agentes carcinogênicos bem conhecidos. A lista de substâncias é ampla, e isso permite pensar em migrações e combinações quí­micas de maior toxicidade. O problema não termina aqui. Embora a maior parte destas substâncias seja recuperada (e supostamente reutilizada), uma vez terminada a perfuração e extraído o gás, existe o refluxo do material injetado que retorna à superfície com hidrocarbonetos líquidos como to­lueno, xileno e etilbenzeno. Todas estas substâncias apresentam um sério risco para os aquíferos que se situam por cima da camada de xistos.

 [...] Talvez o mais importante seja que o gás natural produzido com fracking agrava o pro­blema da mudança climática. Primeiro porque ao longo do ciclo desta operação são liberadas grandes quantidades de metano. O gás natural é essencialmente metano, um gás de efeito estufa muito mais potente do que o CO2. Os vazamentos de metano na extração, trans­porte e distribuição de gás natural são signifi­cativos. Este dado isolado já deveria provocar maior cautela. Segundo, o fracking tornará mais lenta, se não impossível, a transição para fontes renováveis de energia ao consolidar um perfil ener­gético baseado em combustíveis fósseis.  Alejandro Nadal, “Fracking: una palabra para recordar”, La Jornada, 28 de novembro, 2012, www.jor­nada.unam.mx/2012/11/28/opinion/028a1eco

“As concentrações de metano na água potável consumida pelos moradores dos domicílios situados a menos de um quilômetro dos locais de exploração com fracking”, dizem os pesquisadores, “são, em média, seis vezes maiores que as das casas mais distantes; enquanto isso, as concentrações de etano se multiplicam por 23”. Um estudo publicado na revista PNAS (sigla em inglês de Informes da Academia Nacional de Ciências) relata que 82% dos mais de 140 poços que fornecem água potável para a região de Marcellus Shale, uma formação de sedimento marinho no nordeste da Pensilvânia e ao sul de Nova Iorque, estão contaminados com gases como metano, propano ou etano. Estes poços ficam perto de explorações que obtêm o chamado gás de folhelho ou de xisto por meio da fraturação hidráulica.

O grupo de pesquisadores, dirigidos por Robert Jackson, professor de ciências ambientais na Uni­versidade de Duke, na Carolina do Norte, conclui que as concentrações de metano na água potável consumida pelos habitantes dos domicílios situados a menos de um quilômetro dos locais de exploração com fracking são, em média, seis vezes maiores do que as das casas mais distantes; as concentrações de etano se multiplicam por 23.

Segundo o estudo, a quantidade de metano ultrapassa consideravelmente o nível máximo aceito pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos, que é de 10 miligramas por litro de água. Quanto ao propano, foi detectado em dez amostras de água dos poços das casas localizadas no raio antes mencionado.  

Para Jackson, “os resultados sobre metano, etano e propano, assim como novos indícios de vestígios de isótopos de hidrocarbonetos e de hélio, nos levam a pensar que a extração de gás de xisto afetou as fontes de água potável das residências”. O fracking contamina, diz um estudo. http://www.energias-renovables.com/articulo/el-fracking-contamina-dice-un-estudio-20130625

Existe uma relação entre um sismo de magnitude 5,7 ocorrido em Oklahoma, em novembro de 2011 (que deixou dois feridos, 14 casas destruídas e estradas danificadas, e foi o de maior magnitude a impactar esse estado em tempos modernos), e uma técnica utilizada na exploração de hidrocarbonetos e que consiste em injetar no subsolo a água residual do processo, conclui um estudo publicado na re­vista Geology. O estudo se refere ao terremoto que foi sentido em pelo menos 17 comunidades norte-americanas, e que ocorreu numa sequência de dois terremotos de magnitute 5,0 e com uma sequência de várias réplicas. No jornal espanhol El País, cita-se a principal autora do estudo, Katie Keranen, afirmando que “o que sugerimos é que os terremotos aconteceram em 2011 (e um anterior em 2010) porque foram necessários quase 20 anos para que a pressão fosse aumentando lentamente nessa região”. A cientista garantiu que seu estudo contribuirá para a preocupação em torno do método da fratura hidráulica. Estados Unidos: Un estudio relaciona fracking y terremotos http://www.energias-renovables.com/articulo/un-estudio-relaciona-fracking-y-terremo­tos-20130331

Em 27 de setembro de 2012 foi publicada, no Diário Oficial da Generalidade da Catalunha, a solicitação de duas licenças de exploração para a extração de gás por meio do fracking, que afeta 70 municípios da Catalunha. O fracking é uma técnica de extração não convencional de gás natural, mediante a perfuração de jazidas de gás que se encontram presas em um substrato rochoso, para a qual é necessário injetar, sob pressão, água, areia e uma mistura de compostos químicos.  

A Espanha é um país com potencial para a extração de gás por meio do fracking, e comunidades autônomas como La Rioja, Castela e Leão, País Basco e Cantábria, já estão tramitando solicitações para a exploração de jazidas de gás por meio do fracking. Mas há evidência científica de possíveis efeitos negativos sobre o meio ambiente, como contaminação de aquíferos, consumo excessivo de recursos hídricos, emissão de contaminantes para o ar, contaminação acústica e outros.

Embora haja pouca evidência científica relacionada com os efeitos do fracking sobre a saúde, o que tem favorecido posturas diferentes entre governos, alguns estudos sugerem riscos para a saúde pública, entre eles a emissão de hidrocarbonetos tais como o ben­zeno, o 1,3-buta­dieno, o estireno e o etilbenzeno, considerados como cancerígenos para os seres humanos, do gru­po 1 e 2 B, pela Agência Internacio­nal para Pesquisa sobre Câncer. Estima-se que a população que vive a menos de meia milha de onde o fracking é realizado tem um risco 66% maior de ter um câncer relacionado com esses contaminantes. Outros efeitos dos hidrocarbonetos emitidos com o fracking consistem em patologias neurológicas, renais, reprodutivas, respiratórias e hematológicas.

Por outro lado, existe o risco de contaminação da água. O fracking injeta grandes quantidades de água misturada com produtos químicos para substituir o gás natural extraído das rochas. Esta água contaminada pode entrar no ciclo da água e contaminar as fontes locais de água. Foi relatado que 73% dos produtos químicos uti­lizados no fracking têm numerosos efeitos ne­gativos para a saúde. Impactos en salud pública del fracking (extracción de gas por medio de la fractura hidráulica) en España http://zl.elsevier.es/es/revista/gaceta-sanitaria-138/articulo/impactos-salud-publi­ca-del-ifracking-i-90208517

O desastre ético sempre antecede o desastre material. Apesar de não existir uma relação mecânica entre ambos, o primeiro é condição para o segundo. Para as pessoas de esquerda, a experiência histórica poderia servir de referência e inspiração, mas sobretudo como impulso para a coerência para além das conveniências do momento, que é disso que trata a ética.

[...] As justificações ideológicas das deserções da ética são as piores conselheiras, porque sujam as ideias que dizem defender. A tal ponto que conceitos nobres como comunismo ou ditadura do proletariado deixaram de magnetizar a energia e a imaginação dos oprimidos e das oprimidas do mundo. Por regra, costumam ser feitas concessões de princípios (como se dizia antes, quando não nos atre­víamos a pronunciar a palavra ética) em favor de supostas vantagens táticas.

Algo similar está acontecendo em relação a iniciativas dos governos progressistas. No domingo, 1º de setembro, o jornal argentino Página 12 publicou um artigo intitulado “Fracking”, no qual defende a fratura hi­dráulica, porque se opor seria como sintonizar com a oposição direitista. Acusa os que se opõem a essa técnica de ser ecologistas, os quais define como “reacionários” que antes se opuseram à megamineração, aos transgênicos e aos agroquímicos.  

O articulista, em um meio que já foi críti­co do poder neoliberal, diz que se trata de um “pensamento retrógrado”, e assegura que “ainda não apareceram argumentos convincentes contra os supostos efeitos contaminantes do fracking”. Ele vai mais longe e defende que “não existem razões para pensar que o fracking será mais arriscado do que outras atividades extrativas.”.

Depois de meter o pau nos críticos, o arti­culista detalha a transcendência das conveniências do momento, já que as reservas não convencionais no sul argentino seriam 67 vezes as atuais reservas de gás e onze vezes as de petróleo. “A magnitude desta riqueza parece incomensurável na perspectiva atual e após o reaparecimento do déficit energético externo”. Esse déficit apareceu, por sinal, depois da desastrosa política privatizadora de Carlos Menem na década de 1990.

 [...] Com o fracking, a megamineração e os monocultivos de soja acontece algo similar. Durante uma década e graças aos altos preços das commo­dities, a economia parece funcionar e há dinheiro suficiente para pagar políticas sociais que aplacam a pobreza sem realizar mudanças estruturais. Porém, podem os defensores do modelo olhar na cara das Mães de Ituzaingó, que viram seus filhos morrerem pelos efeitos dos agrotóxicos, e dizer a elas que são vítimas de “um pensamento retrógrado” e “reacionário”?[...] Entre os progressistas da região foi imposta uma lógica perversa: medir as coisas conforme beneficiem a direita ou o governo. Esse foi o argumento de alguns politólogos diante das manifestações massivas de junho no Brasil. A única bússola para não se perder é a ética. Hoje, suas agulhas apontam contra a megamineração e o extrativismo, sem importar quem esteja no governo. Raúl Zibechi, Fracking progresista, http://lavaca.org/notas/fracking-progresista/

Os membros organizadores da “Argentina sem fracking” nos unimos frente à preocupação com o impacto social e a contaminação que o método extrativo da fratura hidráulica, mais conhecida como fracking, gera em nossas comunidades e territórios. É importante que a população esteja informada e peça abertamente para acabar com este método.

Nesse sentido, e apelando para o princípio da prevenção ou para o princípio da precaução — já aplicados em vários países —, com base na experiência glo­bal existente e dados os impactos produzidos na saúde humana e no ambiente, nosso país deve parar qualquer empreendimento deste tipo, mediante uma moratória, isto é, através da suspensão desta modalidade de exploração em todo o território nacional.

As jazidas não convencionais onde o fracking é utilizado são formações pouco permeáveis e compactas, nas quais os hidrocarbonetos estão dispersos. Para liberá-los, deve-se fraturar a rocha injetando milhões de litros de água sob alta pressão (98%), misturada com areia e uma série de aditivos químicos (2%); a quantidade de litros varia em função da quantidade de fraturas que forem realizadas por poço. Isso possibilita que os hidrocarbonetos subam para a superfície junto com parte da mistura injetada, denominada refluxo (recupera-se uma quantidade que varia entre 9 e 35%). O resto permanece no subsolo.

O fracking implica uma série de im­pactos socioambientais em curto e longo prazo: a água injetada para a fratura pode se alojar em falhas geológicas, produzindo a lubrificação das placas e aumentando a atividade sísmica. De fato, em Lancas­hire (Inglaterra) e em Ohio (Esta­dos Unidos) as prospecções e explorações foram paralisadas quando se percebeu um au­mento dos terre­motos na região na qual a fratura é feita. Da mesma forma, na Holanda, a opinião pública está contra os poços que estão sendo fraturados perto da cidade de Groningen, no nordeste do país, já que estão sendo registrados vários tremores que oscilam entre 2 e 3,4 graus de magnitude na escala Richter.

Aproximadamente 90% do gás natural é composto de metano, um gás com um potencial de efeito estufa 21 vezes maior do que o do dióxido de carbono. Os últimos estudos realizados indicam que a aposta na exploração dos hidrocarbonetos não convencionais agravaria o problema da mudança climática, já que libera uma maior quantidade de metano na atmosfera.

A isto, é preciso acrescentar o deslocamento dos caminhões que transportam todos os insumos e a logística necessários para a fratura, o que significaria um aumento das emissões indiretas de gases de efeito estufa.  

O fracking implica um aumento da ocupação do território, em relação à exploração convencional, em detrimento de outros usos da terra. Cada locação para a perfuração de poços abrange entre 1,5 e 2 hectares, mas, além disso, envolve a abertura de novas estradas e a construção de infraestrutura (tanques de armazenamento, instalações para desidratação, gasodutos, etc).

O caso paradigmático de contaminação do ar em zonas próximas a poços de fracking é o da cidade de Dish, no Texas, na qual, após um estudo, foi descoberta uma quantidade de benzeno (agente can­cerígeno) muito maior do que o permitido. A contaminação do ar pode estar relacionada tanto à evaporação proveniente dos tanques onde são armazenadas as águas residuais quanto a escapamentos nos poços de gás e tubulações, que contribuem para aumentar as emissões de gases de efeito estufa.

Em 2011, um informe da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos emitiu o parecer de que dos 2.500 produtos empregados na fratura hidráuli­ca, mais de 650 contêm químicos potencialmente cancerígenos. Isso põe em risco as águas subterrâneas e as superficiais, já que a “sopa química” injetada durante a fratura pode vazar por problemas de entupimento dos dutos ou migrar para além da formação geológica na qual se pretende atuar, e também pode ser derramada durante sua manipulação na superfície ou tratamento e descarte inadequado das águas residuais.

O governo de Neuquén estima, por exemplo, que serão utilizados, para cada poço, 20 milhões de li­tros de água no processo de fratura. Argentina sin fracking, http://argentinasinfracking.org/

Temos a ameaça de grandes oligopólios internacionais de extração, especulação e comércio dos combustíveis fósseis. Querem transformar nosso território num ambiente para aplicar um sistema devastador para explorar recursos energéticos não renováveis, próprio de um modelo de desenvolvimento agonizante. Querem ferir nosso território através da fratura hidráulica ou fracking, e assim destruir tudo aquilo que conhecemos, amamos e preservamos. É necessário que, entre todos e todas, paremos isso.

* Paremos o fracking, porque chegou a hora da mudança de modelo energético, baseada na redução do consumo, na eficiência e no uso inteligente das energias renováveis, e porque acreditamos num modelo de desenvolvimento social, político, econômi­co e humano sustentável.

* Paremos o fracking, porque significaria a busca de combustíveis fósseis — gás e petró­leo — que apenas ampliaria um modelo ener­gético insustentável, autodestrutivo e que nos levaria ao abismo sem volta da mudança climática.

* Paremos o fracking, porque implicaria ter que violentar, perfurar e arrebentar o subsolo do território onde vivemos, provocando movimentos sísmicos imprevisíveis e liberando os metais pesados e o material radioativo subjacentes no terreno.

* Paremos o fracking, porque necessita e consome milhões de litros de um bem tão precioso e limitado como é a água, vital para a articulação de território e sociedade.

* Paremos o fracking, porque envolveria espalhar uns compostos químicos que causam o envenenamento da água, da terra e do ar, afetando gravemente a vida humana, vegetal e animal que se desenvolve.

* Paremos o fracking, porque envolveria a proliferação de torres de extração, armazéns de resíduos tóxicos, depósitos, maquinaria pesada, atividade intensa e incessante, tubos de condução e outras infraestruturas que destruiriam a riqueza da nossa paisagem.

* Paremos o fracking, porque representaria uma agressão absolutamente incompatível com as atividades agrícolas e pecuárias tradicionais de nossos povos, os quais, em um meio ambiente envenenado, veriam seus produtos imensamente degradados e desacreditados

* Paremos o fracking, porque representaria a anulação de projetos de futuro vinculados ao meio natural, ao patrimônio e à paisagem, como o turismo, a produção agroalimentar de qualidade e todas as suas atividades complementares e associadas.

* Paremos o fracking, porque significa a condenação definitiva de nossos núcleos rurais ao despovoamento, esgotadas as possibilidades de trabalho e destruída toda a qualidade de vida.

* Paremos o fracking, porque envolveria a destruição dos postos de trabalho e das fontes de riqueza locais e sua substituição por ocupações precárias de baixa ou muito baixa qualificação e alto risco.

* Paremos o fracking, porque é uma técnica sobre a qual a comunidade científica expressa extremas precauções e dúvidas, e os legisladores ainda nem previram a regulamentação; técnica que já foi proibida em vários estados ao nosso redor e que gerou uma ampla agitação social.

* Paremos o fracking, porque ele se esconde atrás de uma trama de processos administrativos obscuros que implicam um grave ataque ao poder de decisão dos governos locais e, portanto, uma ação despótica de desprezo pela cidadania e pelas Prefeituras, seus órgãos de governo mais próximos.  

* Paremos o fracking, porque viola todos os prin­cípios de administração ordenada do território, com o respectivo prejuízo da legalidade do desenvolvimento urbanístico harmonioso, e porque exigimos a gestão participativa real, democrática e transparente dos recursos básicos.

* Paremos o fracking, porque a rede de em­presas que o promove responde apenas a intere­sses econômicos multinacionais e à especulação de recursos energéticos.

* E, finalmente, paremos o fracking porque ama­mos a vida e o nosso direito inalienável de vivê-la com dignidade.

Por tudo isso, convencidos das enormes potencialidades de nossa gente e de nosso território defendemos o futuro desta terra e dizemos sim a um modelo de desenvolvimento e produção sustentáveis, dizemos sim às dinâmicas econômicas próprias de cada território, sim à preservação e ao aproveitamento do patrimônio e da cultura, sim aos planejamentos horizontais corretos e transparentes, sim à gestão inteligente e democrática, sim à paisagem e ao meio ambiente, sim à saúde e à qualidade de vida. Sim ao futuro do território e de sua gente.

Consequentemente, exigimos que os órgãos de governo de nosso país e nossos representantes políticos acordem imediatamente a suspensão de qualquer licença de atividade vinculada à fratura hidráulica e a promulgação de uma legislação que proíba a utilização em todo o território nacional, e que colaborem para conseguir uma proibição em toda a União Europeia. ¡Mejor vivos que fósi­les! http://revistasoberaniaalimentaria.wordpress.com/2013/02/05/mejor-vivos-que-fosiles/

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